sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Aerogel - O sólido mais leve do mundo


O Guinness Book acaba de reconhecer o Aerogel, uma substância produzida nos laboratórios da NASA, como a substância sólida mais leve do mundo. O aerogel foi originalmente desenvolvido em 1930, mas permaneceu como mera curiosidade científica até 1960, quando os cientistas começaram a considerá-lo como um meio de armazenamento de combustível de foguetes. A sua concepção mais recente e importante foi construída para coletar poeira da cauda do cometa Wild 2, a bordo da nave espacial  Stardust, e as está trazendo de volta à Terra para que os cientistas possam estudar a composição desses corpos celestes que são verdadeiros fósseis do Universo. O Aerogel que está a bordo da Stardust pesa 5 miligramas por centímetro cúbico, enquanto os mais comuns utilizados aqui na Terra pesam 3 miligramas por centímetro cúbico. Para se ter uma idéia do que isso representa, basta ver que o ar que respiramos tem uma densidade de 1,2 miligramas por centímetro cúbico.
É por isso que os cientistas chamam o aerogel de fumaça sólida, ou fumaça congelada.

Como ele é feito?

O Aerogel é feito de dióxido de silício, sendo assim, tecnicamente ele é um vidro, e pesa tão pouco devido ao fato de que 99,8% de sua estrutura é ar, assim como uma esponja.
O Aerogel é fabricado de forma semelhante à gelatina, misturando-se silicone líquido e um solvente de rápida evaporação. O gel formado por esta mistura é então seco em uma espécie de panela de pressão. A mistura cresce e o cuidadoso aquecimento e despressurização produzem a esponja.
Apesar da aparência frágil, o material é durável e foi capaz de suportar com segurança o lançamento da nave Stardust.

Alguns dados importantes:

·         Ele é 99,8% ar;
·         Oferece um isolamento térmico 39 vezes melhor do que as melhores fibras de vidro;
·         Foi usado no robô espacial Sojourner;
·         Está na missão Stardust para coletar poeira de cometas;
·         Será usado nos jipes espaciais da NASA que irão explorar Marte.

Recentemente, em um esforço para melhorar a resistência do aerogel, os pesquisadores da Universidade Missouri-Rolla (Estados Unidos), chefiados pelo professor Nicholas Leventis, encontraram uma forma de tornar o aerogel 100 vezes mais resistente entrelaçando partículas de sílica, com poliuretano, um plástico. O material resultante, no entanto, ainda se mostrou muito quebradiço. O resultado só veio quando os pesquisadores decidiram então ligar quimicamente seqüências de vidro nanoparticulado com poli-isocianato, um dos dois componentes do poliuretano. Tal como o aerogel tradicional, o material resultante ficou quase tão leve quanto o ar. Mas a nova estrutura química resultou em um aerogel 100 vezes mais resistente à quebra, além de ser praticamente insensível à umidade.
Ele também é altamente resistente à condução de calor, tornando-o adequado para utilização como isolante térmico. Outras possibilidades de uso incluem parachoques de automóveis e armazenamento de combustível, tornando tanques de aviões e de veículos de transporte de materiais inflamáveis mais seguros e resistentes a impactos, vestimentas leves de segurança e blindagens para veículos, até materiais de construção mais leves e fortes, isolamentos para janelas, pneus mais duráveis e aviões e naves espaciais mais leves e com menor consumo de combustível.

Prêmio Nobel de Química 2011

Quasicristais rendem Prêmio Nobel de Química

 
Os cristais são formados por estruturas atômicas padronizadas, que se repetem ao infinito.
Nos quasicristais, essa estrutura é aperiódica, e foi a descoberta desses quasicristais, um rico mosaico de átomos, com estruturas que nunca se repetem, que rendeu o Prêmio Nobel de Química ao cientista israelense Dan Shechtman.
Como essa estrutura era considerada impossível pelo saber da época de sua pesquisa, Shechtman foi ridicularizado, teve seu trabalho recusado pelas revistas científicas e até expulso de seu grupo de pesquisa em abril de 1982.
Mesmo assim Shechtman não desanimou e acabou convencendo outros cientistas da área de que suas descobertas eram reais. Somente quando esses cientistas viram os dados e aceitaram assinar o artigo científico junto com ele é que seu trabalho foi publicado.
Agora, quase trinta anos depois, ele recebeu o Prêmio Nobel de Química 2011 pela sua descoberta.
Os mosaicos aperiódicos descobertos por Shechtman nos então são regulares, pois seguem as regras matemáticas, mas nunca se repetem.
Eles seguem a chamada proporção áurea, ou proporção divina, usada na arte e presente em muitos outros lugares na natureza, como nas conchas dos moluscos, nas colmeias das abelhas e até mesmo no ser humano.
Os quasicristais já têm várias aplicações tecnológicas, incluindo novas formas de sinterização do aço, que o tornam extremamente duro, e peças que dispensam a lubrificação através da redução dos seus pontos de atrito.

As 20 principais Missões Lunares da História


1 – Luna 2


O programa Luna foi criado na União Soviética e lançou diversas missões espaciais não tripuladas à lua. Enquanto a Luna 1 chegou bem perto de nosso satélite, a Luna 2 foi o primeiro objeto feito pelo homem a entrar em contato com outro corpo planetário. A nave esférica foi lançada no dia 12 de setembro de 1959 e caiu na lua dois dias depois.

2 – Luna 3


Outra missão soviética na lista e na história astronômica: a Luna 3 foi a primeira sonda a nos enviar fotos do lado oculto da lua. A nave foi lançada em 4 de outubro de 1959.

3 – Ranger 7

  
Esta nave espacial dos EUA foi lançada em julho de 1964 e capturou cerca de 4,3 mil imagens da superfície lunar – foi a primeira vez que fotos de alta qualidade foram enviadas da lua. Mais tarde, a nave quebrou e caiu dentro do oceano.

4 – Luna 9


Essa nave soviética foi a primeira a fazer um pouso controlado na superfície lunar. Em 3 de fevereiro de 1966, Luna 9 aterrissou com sucesso em uma cratera da lua, enviando imagens panorâmicas da paisagem local.

5 – Luna 10


Mais uma façanha nunca antes realizada aconteceu para os soviéticos: nessa missão, pela primeira vez, um objeto feito pelo homem orbitou com sucesso outro corpo celeste. A sonda não tripulada foi lançada em 31 de março de 1966, e entrou em órbita ao redor da lua dois dias depois. A sonda circulou a lua 460 vezes, durante mais de dois meses.

6 – Surveyor 1


Em junho de 1966, os EUA realizaram o que os soviéticos tinham conseguido fazer quatro meses antes, pousando uma sonda na lua de maneira controlada. Na missão que durou seis semanas, a Surveyor 1 enviou mais de 11,1 mil imagens da superfície lunar.

7 – Lunar Orbiter 5

Essa missão americana fez parte de uma série de missões lunares não tripuladas que estavam preparando o terreno para o desembarque da missão tripulada Apollo. Após a conclusão da missão Lunar Orbiter 5, a superfície da lua já tinha sido 99% mapeada. A nave foi lançada em agosto de 1967, e completou sua missão em janeiro de 1968.

8 – Apollo 8


Em 21 de dezembro de 1968, os astronautas que tripulavam a Apollo 8 – Frank Borman, James Lovell, e William Anders – se tornaram os primeiros homens a deixarem a órbita terrestre para visitar a lua.
Eles não pousaram em solo lunar, mas foram os primeiros a circum-navegar a lua. Eles chegaram à órbita lunar na véspera do Natal de 1968, e como presente nos enviaram a primeira visão humana do globo azul: nosso planeta, de longe. Após orbitar a lua 10 vezes, os três astronautas voltaram para a Terra no dia 27 de dezembro de 1968.

9 – Apollo 11


Os EUA conseguiram o prêmio final e mais desejado na corrida espacial travada com os soviéticos: pisar na lua. Os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin saltaram na superfície lunar no dia 20 de julho de 1969, enquanto o companheiro de tripulação Michael Collins orbitava acima deles, no Comando Apollo e Módulo de Serviço. Os três voltaram para casa em 24 de julho de 1969.

10 – Luna 16


Depois da popular missão americana tripulada, a União Soviética decidiu enviar uma não tripulada para a lua em setembro de 1970. O objetivo da missão era a de coletar e embalar rochas lunares, as enviando novamente para a Terra. Foi a primeira missão de sucesso de recolhimento de amostras a partir de robótica.

11 – Lunokhod 1


O soviético Lunokhod 1 foi o primeiro robô a atravessar a lua. Ele foi lançado em novembro de 1970, como parte da missão Luna 17. Depois de chegar à superfície lunar, o veículo dirigido por controle remoto viajou mais de 10,5 quilômetros, tirando fotos e filmando todo o percurso.

12 – Luna 24


Essa missão robótica foi a última na qual foram recolhidas amostras da lua, sendo trazidos de volta à Terra. A sonda foi lançada no dia 9 de agosto de 1976 e voltou com 160 gramas de rochas lunares e sujeira no dia 22 de agosto de 1976.

13 – Lunar Prospector


Esta nave espacial não tripulada da NASA foi lançada em 7 de janeiro de 1998. A missão teve como objetivo orbitar a lua em busca de sinais de água e outros minerais, em crateras permanentemente sombreadas nos pólos lunares.
Ao longo de 19 meses, a sonda compilou um mapa com a composição mineral da superfície lunar, antes de cair e se espatifar numa cratera em 31 de julho de 1999.

14 – SMART-1


Essa foi a primeira missão lunar da Agência Espacial Europeia. A sonda não tripulada SMART-1 foi lançada em setembro de 2003, e alcançou a órbita lunar em novembro de 2004. A pequena nave espacial era alimentada por um motor de íons, usando energia elétrica solar.

15 – Kaguya (SELENE)


Essa missão japonesa decolou para a lua em setembro de 2007, e entrou em órbita ao redor do satélite menos de um mês depois. A nave ainda está em órbita lunar, compilando o mapa mais detalhado até agora sobre o campo gravitacional da lua.

16 – Chang’e 1


A primeira missão chinesa fora da Terra foi a Chang’e 1, lançada em outubro de 2007. A nave espacial não tripulada orbitou a lua até março de 2009, quando ela acidentalmente colidiu contra a superfície lunar. A China seguiu a missão com a sonda Chang’e 2, lançado em outubro de 2010 – só recentemente ela deixou a lua para viajar ao Ponto de Lagrange L1, entre a Terra e o sol.

17 – Chandrayaan-1


Para não ficar para trás, a Índia se juntou a corrida exploratória da lua em outubro de 2008, lançando a sonda robótica Chandrayaan-1 para a órbita lunar. A sonda permaneceu em órbita até agosto de 2009, e os resultados da viagem foram concretos: em setembro do mesmo ano, os instrumentos mapeadores da Chandrayaan-1 ajudaram a detectar evidências de água na lua.

18 – Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO)


O Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) ou Orbitador de Reconhecimento Lunar foi a primeira missão da NASA na lua desde a era Apollo. A sonda não tripulada foi lançada em junho de 2009.
Originalmente ela foi planejada como uma precursora das viagens lunares americanas de regresso, mas acabou cumprindo o papel de mapear a superfície lunar com alta resolução 3D. A sonda tem uma captação de imagens tão boa que conseguiu detectar pegadas dos astronautas da Apollo.

19 – Satélite de Detecção e Observação de Crateras Lunares (LCROSS)


O Satélite de Detecção e Observação de Crateras Lunares (LCROSS, sigla para Lunar Crater Observation and Sensing Satellite) foi um satélite da NASA enviado em junho de 2009. Em outubro de 2009, a sonda não tripulada se chocou contra a superfície da lua.
Mas não foi exatamente uma tragédia… não para a ciência pelo menos: a NASA confirmou que o impacto forneceu novas evidências de água congelada na lua.

20 – GRAIL


As sondas gêmeas GRAIL, da NASA, foram lançadas no último sábado, 10 de setembro, para estudar o campo gravitacional lunar e assim, obter mais informações sobre a formação e a história da lua. Pesquisadores planejam monitorar pequenas mudanças na distância entre as duas sondas lançadas causadas por variações no campo gravitacional da lua.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Adeus Steve Jobs!


  
A morte do ex-diretor executivo da Apple Steve Jobs ocorrida na última quarta-feira (05/11) está sendo lamentada em todo o mundo.
Considerado um visionário, um mito, que mudou a forma como lidamos com os computadores e com a tecnologia, ele imprimiu sua marca com produtos como o iPhone e iPad.
Em 2004, Jobs foi diagnosticado com câncer de pâncreas e, entre janeiro e junho de 2009, ficou oficialmente afastado da Apple por seis meses, quando se submeteu a um transplante de fígado.
Jobs foi um dos fundadores da Apple em 1976. Desde então, a fabricante de aparelhos eletrônicos tem-se destacado pela inovação no concorrido mercado de tecnologia e se transformou na segunda empresa de maior valor de mercado do mundo.
O comunicado da empresa que ele criou diz que "a Apple perdeu um visionário e um gênio criativo e o mundo perdeu um fantástico ser humano. Os que foram sortudos o suficiente para conhecer e trabalhar com Steve perderam um amigo querido e um mentor inspirador. Steve deixa para trás uma empresa que apenas ele poderia ter criado. E seu espírito será sempre a base da Apple."
Jobs era considerado a força criativa que levou a Apple a tornar-se a segunda empresa mais valiosa do mundo, avaliada em US$39,3 bilhões, perdendo apenas para o Google.
Graças a produtos inovadores e altamente populares, como o iPod, o iPhone e, mais recentemente, o iPad, a Apple tornou-se uma das marcas mais cobiçadas pelos consumidores em todo o planeta.
A criação do computador é um dos marcos econômicos mais importantes do século 20. Steve Jobs estava no centro dessa revolução. Na verdade, para muitos, Jobs era uma espécie de 'Che Guevara' da revolução dos computadores pessoais. Um líder obstinado, implacável e com um carisma imenso. Suas apresentações de novos produtos são lendárias. Sua palestra em Stanford em 1995 é uma das mais conhecidas da internet.
Jobs não inventava, ele era a locomotiva que transformava inventos que encontrava ou que achava serem possíveis em produtos desejados. Foi ele que empurrou Steve Wosniak para criar um computador barato e simples que todos queriam ter em casa, o Apple II, a semente para tudo que veio depois. Wosniak era o cérebro, Jobs o coração.
Criada a Apple, Jobs garantiu que ela seria uma empresa única. Nunca permitiu que fosse copiada ou que seus produtos se transformassem em commodity. Ele não queria só dominar o mercado, queria definir o mercado. Foi Jobs quem lançou o Apple MacIntosh, agora 'Mac' para os íntimos.
Com o Mac, nós aprendemos a clicar. Com um comercial lendário baseado no livro 1984, o Mac se tornou em uma noite o símbolo da resistência à computação sem graça. Era o computador dos artistas, de quem era cool. Mais tarde, despedido - sim, alguém, um dia, teve coragem de despedir Steve Jobs -, ele resolveu que não ia se deixar abater e criou duas empresas: a NeXT, com um computador lindo, que é a origem do novo Mac OS, e a Pixar.
Como se não bastasse saber fazer computadores, Jobs provou que computadores podiam fazer animação de altíssima qualidade. Toy Story, o primeiro longa-metragem dos estúdios Pixar e pioneiro na aplicação da computação gráfica no cinema é um marco que mudou o mercado de animação. Tanto a NeXT quanto a Pixar foram compradas, a primeira pela própria Apple e a segunda, pela Disney, que de 'professora' virou 'aluna' no quesito animação.
E Jobs voltou para uma Apple falida para lançar no mercado uma sequência de produtos e conceitos que terão impacto por anos: computadores com design fantástico, iPods de vários tamanhos, iTunes Store, iPhone e iPads.
Seu segredo? Jobs não inventava, inovava. Tudo já existia, mas não daquele jeito, não com aquele design, não com aquele charme. Jobs parecia ser a única pessoa da indústria que transformava tecnologia em moda, gadgets em objetos de desejo. Seus produtos são fáceis de usar e difíceis de largar.

“Quando me perguntaram se o mundo vai parar porque Jobs se foi, eu tive que dizer que não, o mundo continua a rodar, mas certamente perdeu um pouco da sua graça”. (Geraldo Xexéo – Planeta Coppe)

Adeus Steve Jobs!

Prêmio Nobel de Física 2011 vai para aceleração da expansão do Universo


O Prêmio Nobel de Física de 2011 foi concedido a Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess, todos norte-americanos, pelos trabalhos que demonstram a aceleração da expansão do Universo.

Primeiro Einstein e muitos outros acharam que o Universo era estático. Depois Edwin Hubble descobriu que ele estava se expandindo. Vieram então os três e afirmaram que o Universo não apenas está se expandindo, mas que essa expansão está aumentando de velocidade.
Se o Universo continuar nesse ritmo de expansão acelerada, um dia, em um futuro muito distante, todos os corpos celestes estarão tão longes uns dos outros que não haverá mais acúmulo de material capaz de formar estrelas.
Então, as estrelas que existem morrerão e o Universo finalmente acabará frio.
A descoberta foi feita em 1998 por dois grupos, o primeiro chefiado por Saul Perlmutter e o segundo chefiado por Brian Schmidt - o Comitê do Nobel afirmou que Adam Riess "desempenhou um papel crucial" no trabalho deste segundo grupo.
Os três cientistas estudaram dezenas de supernovas, estrelas de grande massa que explodem no final de suas vidas.
Eles observaram um tipo particular desses fenômenos, chamados supernova Ia, uma explosão de uma velha estrela muito compacta, do tamanho da Terra, mas tão pesada quanto o Sol. Uma explosão dessas pode emitir tanta luz quanto uma galáxia inteira.
O trio encontrou 50 supernovas distantes cuja luz era mais fraca do que previam as vigentes teorias da expansão do Universo, sendo este o sinal de que a expansão do Universo estaria acelerando.
Para explicar essa aceleração foi levantada a hipótese de uma forma de energia ainda desconhecida, que impulsiona cada vez mais a expansão do Universo.
Essa forma de energia foi chamada de energia escura - até hoje os cientistas não conseguiram uma explicação para o que ela seria, mas calculam que a energia escura funciona como uma espécie de "antigravidade", mais do que contrabalançando o efeito da gravidade da matéria comum (bariônica) e da matéria escura.
A matéria escura, por sua vez, outra entidade igualmente desconhecida, é necessária para explicar porque as galáxias mantêm-se coesas, não arremessando suas estrelas espaço afora, mesmo girando à alta velocidade que giram.
Uma crítica levantada à premiação é o fato de que não foram apenas os três premiados que fizeram as descobertas, pois cada uma das equipes tinha cerca de 20 cientistas. Mas a Fundação Nobel não dá o prêmio para equipes, preferindo reconhecer apenas o trabalho do líder da equipe em questão.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Humanos Biônicos – Top 10 de Tecnologias

Os cientistas estão chegando mais perto de criar um ser humano biônico, ou pelo menos um de 6 milhões de dólares. Hoje, podemos replicar ou restaurar órgãos e várias partes do corpo mais do que nunca. De dar vista aos cegos, criar uma língua mais precisa do que qualquer paladoar humano, senhores, nós temos a tecnologia.

1 - Olho Biônico

Quando você está cego, sendo incapaz de ver, mesmo os conceitos básicos de luz, movimento e forma podem fazer uma grande diferença. A prótese de retina Argus II, atualmente em testes pelo FDA, um sistema que está sendo desenvolvido pela Harvard Research e acompanhado pelo Dr. John Pezaris  registra informações visuais básicas através de uma câmera, processa os sinais eletrônicos e os envia sem fios a eletrodos implantados no paciente. O Argus II usa eletrodos implantados no olho, o que poderia ajudar as pessoas que perderam algumas de suas funções retinianas a voltarem a ver. “O sistema ainda está nos estágios iniciais de pesquisa, que possibilitaria até ignorar os olhos totalmente, com o envio de dados visuais diretamente para o cérebro. Ambos os sistemas funcionam melhor com pessoas que já enxergaram, porque seus cérebros já sabem como processar as informações. O cérebro visual depende da experiência visual para se desenvolver normalmente", explicou Pezaris.
2 – Reconstituição Óssea


Desde 1960, os pesquisadores já sabiam sobre proteínas que podem potencializar o tecido ósseo aumentando a sua capacidade de efetuar os seus remendos nas partes em falta ou danificadas. Infelizmente, esta tecnologia nunca funcionou perfeitamente, pois muitas vezes o crescimento se dava no tipo errado de tecido ou havia crescimento ósseo no lugar errado. Em 2005, pesquisadores da UCLA resolveram o problema usando uma proteína especialmente concebido capaz de desencadear o crescimento de tipos específicos de células. Chamada de UCB-1, a proteína é agora usado para desenvolver o crescimento osso novo, que pode fundir-se e imobilizar seções de vértebras, aliviando a dor intensa em alguns pacientes.

3 – Pâncreas Portátil


Um pâncreas artificial, capaz de monitorar o os níveis açúcar no sangue de uma pessoa e ajustar o nível de insulina para atender às necessidades do seu corpo, provavelmente vai estar no mercado dentro de poucos anos, disse Aaron Kowalski, diretor de projetos de pesquisa estratégica na Juvenile Diabetes Research Foundation. Kowalski disse que o aparelho seria inicialmente uma combinação de duas tecnologias existentes: uma bomba de insulina e o monitor contínuo de glicose. A engenhoca pode ajudar diabéticos insulino-dependentes a levarem uma vida mais normal e mais fácil, evitando a desfiguração e efeitos secundários potencialmente fatais por se ter açúcar demais no sangue.
 
4 – Paladar Mecânico



A língua pode ser uma ferramenta poderosa, porém altamente subjetiva”, disse Dean Neikirk, professor de computação e engenharia elétrica na Universidade do Texas em Austin. Quando as empresas de alimentos pretendem criar o mesmo sabor, elas se voltam para a língua eletrônica, um dispositivo desenvolvido por Neikirk e sua equipe para analisar líquidos e escolher a sua química exata. A língua de Neikirk usa microesferas, pequenos sensores que mudam de cor quando expostos a um alvo específico, como certos tipos de açúcares. O resultado é um sistema que não pode substituir a pessoa que diz: "Isso é gostoso!" mas pode ter certeza que a química do bom gosto é confiavelmente replicada.

5 – Novos Membros


Amputados podem agora usar uma prótese de braço da mesma forma que usariam um braço real: Pelo poder do pensamento. Desenvolvido pelo Dr. Todd Kuiken do Instituto de Reabilitação de Chicago, o "braço biônico" é conectado ao cérebro pelos nervos motores saudáveis, que corriam para membro perdido do paciente. Esses nervos são encaminhados para outra área do corpo, como o peito, onde os impulsos nervosos podem ser captados por eletrodos no braço biônico. Quando o paciente decide uasar a mão, os nervos que teriam enviado o sinal a mão real o enviam para a prótese. Agora, a equipe do Dr. Kuiken está trabalhando na melhoria do braço, usando nervos sensoriais existentes para comunicar a sensação de vibração, temperatura e pressão do braço biônico com o cérebro do paciente.
6 – Joelho Inteligente


 
O joelho não é uma parte do corpo que você esperaria andar pensando por si, mas o RHEO, uma prótese de joelho desenvolvida pelos pesquisadores Hugh Herr e Wilkenfeld Ari do departamento de inteligência artificial do MIT, realmente tem uma mente própria. Sistemas eletrônicos dos joelhos anteriores geralmente tinham que ser programadas por um técnico quando o primeiro paciente os colocava. O joelho RHEO, por outro lado, cria movimento realista confortável por conta própria, aprendendo a maneira como o usuário caminha e por meio de sensores para descobrir que tipo de terreno que eles estão andando. O sistema permite ao paciente uma caminhada com uma prótese de perna mais fácil e menos cansativa.
7 – Rim que se pode vestir

 
Para as pessoas com problemas renais, as necessidades básicas da vida como a remoção de toxinas do sangue, mantendo os níveis de fluido equilibrada requer horas ligado a uma máquina de diálise do tamanho de uma secadora de roupas. Mas um novo rim artificial portátil, pequeno e leve o suficiente para caber em um sistema de correias, pode mudar radicalmente tudo isso. Apesar de seu pequeno tamanho, o automatizado wearable artificial kidney (AWAK, ou rim artificial que se pode vestir, no português), desenhado por Martin Roberts e David B.N. Lee da UCLA, na verdade, funciona melhor do que a diálise tradicional, porque ele pode ser usado 24 horas por dia, sete dias por semana, assim como um rim de verdade.
8 – Células Artificiais



Às vezes, quando você precisa entregar medicamentos a um ponto exato no corpo, um comprimido ou uma injeção pode não cumprir perfeitamente o objetivo. Daniel Hammer, professor de bioengenharia da Universidade da Pensilvânia, tem um método melhor: as células artificiais, feitas de polímeros, que podem imitar a facilidade com que os glóbulos brancos do sangue viajam através do corpo. Chamadas de C, essas células poderiam entregar drogas diretamente onde eles são necessários, tornando mais fácil e seguro para combater certos tipos de doenças, incluindo o câncer. Também já falamos em postagens anteriores sobre a utilização de nanotubos de carbono para o mesmo fim.
9 – Homem velho, pênis novo


A disfunção erétil pode tirar o prazer da vida de um homem, mas Anthony Atala e sua equipe da Universidade Wake Forest desenvolveu um método que poderia trazer o prazer de volta à muitos caras. Em 2006, Atala conseguiu fazer crescer novos corpos cavernosos, o tecido esponjoso que se enche de sangue durante uma ereção, em coelhos do sexo masculino de onde eles haviam sido removidos. O novo tecido foi cultivado a partir de células dos próprios coelhos e, depois de um mês, os coelhos estavam de volta a fazer o que eles fazem melhor.

10 – Próteses para o seu cérebro



A substituição de uma parte de seu cérebro não é tão simples como a substituição de um membro, mas no futuro poderia ser. Theodore Berger, professor da Universidade do Sul Califórnia, criou um chip de computador que poderia tomar o lugar do hipocampo, uma parte do cérebro que controla a memória de curto prazo e a compreensão espacial, e freqüentemente danificado por coisas como a doença de Alzheimer e derrames. Um implante no hipocampo poderia ajudar a manter a função normal em pessoas que tenham sido gravamente incapacitadas. Berger ainda está testando esse implante, e não irá desistir. Ele até escreveu um livro, "Rumo a peças de reposição para o Cérebro", em 2005.