segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Constantes fundamentais da natureza estão prestes a mudar


Constantes fundamentais da natureza

A força eletromagnética ficou um pouco mais forte. A gravidade ficou um pouco mais fraca. E agora se conhece um pouco melhor o tamanho do menor "quantum" de energia.
Os novos valores das constantes fundamentais da natureza, recomendados internacionalmente, acabam de ser divulgados pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), dos Estados Unidos.
Mas não há motivos para pânico e nem para falsas expectativas: a sua geladeira não passará a grudar no ímã e nem você se sentirá mais leve por uma presumida "dieta da gravidade".
As constantes fundamentais da natureza, que vão de algumas bem famosas, como a velocidade da luz, até outras bem obscuras, como o deslocamento da frequência de Wien, são ajustadas a cada quatro anos, para incorporarem os avanços no conhecimento científico e nas tecnologias e precisões das medições.
Estes últimos valores chegam bem na hora, quando está para ser votado um plano para redefinir as unidades básicas do Sistema Internacional de Unidades (SI), como o quilograma e o ampere, exclusivamente em termos das constantes fundamentais.
Os valores são determinados pela Comissão de Dados para Ciência e Tecnologia (CODATA) - Força Tarefa sobre as Constantes Fundamentais.

Constante alfa

Embora os valores ajustados reflitam alguns desenvolvimentos científicos significativos ao longo dos últimos quatro anos, na maior parte dos casos a melhor notícia que se pode ter sobre o valor de uma constante fundamental é uma redução da incerteza - os cientistas passam a saber o valor com mais precisão.
A incerteza no valor da constante alfa, por exemplo (α = 7,297.352.5698 x 10-3), que determina a intensidade da força eletromagnética, foi reduzida pela metade, chegando agora a 0,3 parte por bilhão (ppb).
Como a constante alfa pode ser medida em uma escala muito grande de fenômenos, a consistência das medições funciona como um barômetro da compreensão geral da física que os cientistas têm.
A constante alfa também será uma constante crítica depois de uma cada vez mais provável redefinição do SI: ela continuará a ser uma constante determinada experimentalmente, enquanto alguns outros valores serão fixados para definir as unidades de medida básicas.

Constante de Planck

A constante de Planck, h, que define o tamanho do menor "quantum" (pacote) de energia possível, e é central para os esforços de redefinição da unidade de massa do SI, também melhorou.
O último valor de h (6,626.069.57 x 10-34 joule/segundo) leva em consideração uma medição do número de átomos em uma esfera de silício altamente enriquecido. Esse valor atualmente não coincide com o outro método fundamental para determinar h, conhecido como o watt-equilíbrio.
Mesmo assim, quando todos os valores são combinados, a incerteza global de h (44 ppb) é menor do que em 2006, e os valores das duas técnicas estão ficando mais próximos um do outro.

Diminuição da gravidade

Os novos valores também incorporam duas novas medições experimentais de G, a constante da gravitação de Newton, que determina a força da gravidade.
O último valor de G (6,673.84 x 10-11 m3 kg-1 s-2) é cerca de 66 partes por milhão menor do que o valor de 2006.
Foram feitos outros ajustes em constantes como o raio do próton e outras constantes relacionadas aos átomos e gases, como as constantes molar e Rydberg.

domingo, 13 de novembro de 2011

Pressão alta pode deixar as pessoas “desligadas” emocionalmente


Segundo um novo estudo, pressão arterial elevada não aumenta só o risco de ataque cardíaco e derrame, como também pode afetar a forma como as pessoas percebem as emoções.
Pesquisadores descobriram que indivíduos com pressão arterial mais elevada do que normal não só têm dificuldade em atribuir emoções para passagens de texto que leem, como também têm problemas em reconhecer rostos com medo, tristes, com raiva e felizes ao olhar para fotografias.
O fenômeno é chamado de “amortecimento emocional”, uma espécie de resposta reduzida aos eventos positivos e negativos da vida. Em estudos anteriores, indivíduos com amortecimento emocional mostraram respostas reduzidas à dor e estresse.
A título de comparação, viver desse modo, sem pistas emocionais, é como viver dentro de um e-mail sem “carinhas” sorridentes (ou quaisquer carinhas, para dizer a verdade). Nós usamos as carinhas em e-mails para mostrar quando estamos apenas brincando, senão, algumas pessoas podem interpretar mal e ficarem bravas.
Pessoas que têm problema em dar pistas verbais e não verbais, como usar expressões no contexto correto, podem também ter problemas em entender as sutilezas numa conversa, o que pode levar a um desempenho mau no trabalho, problemas de comunicação e desconfiança.
Como o amortecimento emocional também se aplica às emoções positivas, essas pessoas podem não colher os “benefícios” de hobbies, férias, ou mesmo do apoio de amigos e familiares.
Para o novo estudo, os pesquisadores pediram a 106 indivíduos, com idade média de 53 anos, para avaliar as expressões emocionais em faces e frases utilizando um medidor especial chamado de Teste de Percepção de Afeto. A pressão arterial e outros fatores cardíacos foram medidos continuamente durante o teste.
Após o controle para medicação, índice de massa corporal e estado mental, as pessoas com pressão alta se saíram piores quando se tratava de sua capacidade de reconhecer emoções.
Os cientistas suspeitam que a pressão arterial mais elevada e o amortecimento emocional podem ter algo a ver com as mudanças sutis na função cerebral. Medicamentos para reduzir a pressão sanguínea podem ajudar as pessoas a recuperar sua leitura emocional, mas não do dia para a noite.
O próximo passo é estudar como o amortecimento emocional pode influenciar comportamentos arriscados. As pessoas com problemas emocionais de amortecimento têm mais dificuldade em avaliar as ameaças, o que poderia levá-las a não seguir o conselho de um médico, por exemplo, sobre dieta e exercício – duas boas maneiras para ajudar a baixar a pressão.

sábado, 12 de novembro de 2011

Trauma psicológico pode levar a síndrome do intestino irritável



Quando tudo dá errado, quando você está estressado, ansioso ou qualquer coisa do tipo, o que ataca primeiro?
Agora, um novo estudo revela o que você provavelmente poderia deduzir: o trauma emocional e psicológico pode contribuir para a síndrome do intestino irritável (SII), uma desordem que causa dor abdominal, constipação e diarreia.
Pessoas que sofreram mais traumas ao longo de suas vidas são mais propensas a ter SII. Os traumas podem variar de mortes de entes queridos ao divórcio e catástrofes como incêndio em casa ou acidente de carro.
Este é o primeiro estudo que olha para as múltiplas formas de trauma, o calendário de tais traumas e traumas em família para saber suas consequências.
“Enquanto o estresse tem sido associado a SII, o abuso na infância está presente em até 50% dos pacientes com SII, uma prevalência duas vezes maior que de pacientes sem SII”, diz Yuri Saito-Loftus.
Os pesquisadores consultaram 2.623 pessoas sobre o número e o tipo de eventos traumáticos que tinham experimentado em suas vidas. Participantes com SII tinham mais traumas do que pessoas sem o transtorno.
A causa exata da SII é desconhecida, mas os pesquisadores suspeitam que os nervos e os músculos que controlam o intestino são os culpados.
O estresse pode sobrecarregar os nervos que conectam o cérebro e o intestino, levando a problemas intestinais dolorosos. As mulheres são 1,5 vezes mais propensas que os homens a serem diagnosticadas com a condição.
Trauma psicológico durante a vida pode sensibilizar o cérebro e o intestino, tornando ambos mais vulneráveis ao estresse.
Enquanto a SII não prejudica o intestino, em última análise, o ônus da doença é significativo, com pacientes perdendo mais dias de trabalho, precisando de mais medicação e sendo hospitalizados com mais frequência do que a população em geral.
A nova pesquisa pode ajudar os pacientes a entender e gerenciar os seus sintomas. “Os pacientes e seus familiares com frequência se perguntam: ‘Por que eu?’. Isso vai ajudá-los a compreender porque eles têm SII, e por que o estresse continua a desempenhar um papel em seus sintomas”, diz Saito-Loftus.

Vulcão gigante é fotografado em Marte



Para os padrões terráqueos, o extinto Tharsis Tholus é um gigante, com 8 quilômetros (km) de altura e uma base de 155 por 125 km. Mas em Marte seu tamanho é comum. O que o faz único é sua condição terrível.
Visto através de imagens tiradas com uma câmera de alta resolução, acoplada a uma nave da Agência Espacial Europeia, o cone vulcânico está marcado por vários eventos dramáticos. Em seus quatro bilhões de anos, pelo menos duas partes já ruíram.
Mas a atração principal do Tholus é sua cavidade. Quase circular, com 32 por 34 km, o seu fundo deve estar a pelo menos 2,7 km do topo.
Imagina-se que o vulcão esvaziou sua lava durante as erupções e, com o material fervente correndo pela superfície, o chão da cavidade não conseguiu suportar seu próprio peso, formando o gigante buraco.
Além do vulcão, novas descobertas são esperadas em nosso vizinho vermelho. Nesse mês, duas missões estão preparadas: uma russa, que vai aterrissar em Phobos, a maior das duas luas de Marte, e uma americana, desenhada para detectar moléculas orgânicas no mundo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Imagem da Sonda Marciana Curiosity

NASA confirma o lançamento da "maior e mais cara" sonda para Marte

A agência espacial americana Nasa anunciou nessa quinta-feira que prepara o lançamento, no final de novembro, do maior e mais caro veículo de exploração já construído para detectar qualquer indício de vida (passada) em Marte.

O dispositivo, cujo nome formal é Curiosity, é um veículo de alta tecnologia de US$ 2,5 bilhões equipado com câmeras de vídeo e sofisticadas ferramentas móveis para analisar as rochas do solo marciano.

O lançamento da sonda, de 899 kg, está previsto para o dia 25 de novembro, às 15h21 GMT (13h21 Brasília), da base da Força Aérea em Cabo Canaveral, Flórida. "Este é o sonho de todo cientista especializado em Marte", afirmou Ashwin Vasavada, encarregado do projeto Laboratório de Ciência sobre Marte (MSL, sigla em inglês).

A sonda explorará a cratera Gale, situada no sul de Marte, onde há uma ampla variedade de solos e o revelo permite o deslocamento do veículo. Antes de chegar a Marte, a sonda deverá realizar uma viagem de 570 milhões de km, que exigirá oito meses e meio, para pousar no planeta em agosto de 2012.

A Nasa considera que esta nave é um marco na exploração de Marte, que começou com o envio da Viking, em 1976, e que deve culminar com uma missão tripulada, por volta de 2030. Além de detectar indícios de vida no passado do planeta, a sonda analisará as condições para a futura presença humana em Marte.

"O objetivo desta missão é buscar espaços habitáveis em Marte", explicou Vasavada. A sonda tem uma vida útil prevista de dois anos, mas a Nasa espera que, tal como outras naves no passado, o dispositivo permaneça em atividade por muito mais tempo.

O veículo tem instrumentos tão avançados que os cientistas esperam que traga mais dados que a missão precedente. "Viking fez o melhor possível, mas só pode recolher um par de amostras. O MSL vai analisar toneladas de amostras", explicou Pamela Conrad, subdiretora de pesquisa sobre as análises das amostras de Marte.

"Marte facilmente pode ter abrigado vida. Com facilidade, Marte pode ter contido a química complexa necessária para criar um ambiente habitável, e esta informação ainda permanece lá".

 

Cursos on-line gratuitos na Universidade de Stanford (EUA)

 

Curso de gratis” não é fácil encontrar, principalmente um bom curso gratis online. A Universidade de Stanford é uma das instituições de ensino mais respeitadas no mundo e nela se formaram algumas das melhores mentes da tecnologia. Tanto os fundadores do Google Sergey Brin e Larry Page quanto Steve Jobs, da Apple, fizeram curso superior de tecnologia em Stanford.

Este projeto de ensino à distância gratuito é financiado pela Sequoia Capital, a mesma empresa que ajudou a lançar o Google, Yahoo, Nvidia e muitas outras empresas de tecnologia de sucesso. Existem várias colaborações entre cientistas da Universidade de Stanford e pesquisadores brasileiros, inclusive há cientistas brasileiros prestigiados que lecionam naquela instituição de ensino superior.

A Universidade de Stanford agora permite que você melhore seu currículo gratuitamente ao fazer um curso à distância gratuito. Os cursos incluem o mesmo conteúdo ensinado no próprio campus da universidade com aulas em vídeos online que também podem ser baixados, slides, material de leitura, trabalhos para serem feitos em casa, exames e testes.

O projeto Standford Engineering Everywhere (SEE) consiste em um site de curso grátis que já está oferecendo três diferentes cursos online gratuitamente, cada um com, no mínimo, três diferentes módulos. O programa está disponibilizando uma das seqüências de engenharia mais populares da universidade em cursos grátis de introdução à Ciência da Computação. Estes cursos são feitos pala maioria dos estudantes de graduação da própria faculdade.

Os cursos escolhidos são uma base importante para estudantes de Engenharia da Computação e Engenharia elétrica que permitem também passar para cursos mais avançados em Inteligência Artificial e Sistema Lineares e Otimização.

Não é necessário se registrar no site. É claro que os cursos são em inglês, você necessitará habilidade ao menos no inglês técnico para concluir o curso online gratis.

No SEE você não terá inteiração com instrutores ou professores: não poderá tirar dúvidas ou ter os seus trabalhados e provas avaliados. Mas as comunidades online da própria universidade poderão oferecer recursos para que os estudantes do SEE discutam o trabalho realizado no decorrer do curso.

 

Você quer um “curso de gratis“? Visite Standford Engineering Everywhere.