quinta-feira, 17 de novembro de 2011

SNCT COPPE/UFRJ - Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – Tecnologias verdes foram a atração

 

Futuras usuárias das tecnologias que utilizam energia limpa, as crianças foram os visitantes mais empolgados da exposição Tecnologia para um futuro sustentável, promovida pela Coppe/UFRJ, de 19 a 23 de outubro, no Jardim Botânico. O evento, que fez parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), atraiu centenas de pessoas ao estande.

Nos cinco dias de exposição, centenas de crianças passaram pelo estande de 120 m2 da Coppe. Levadas pelos pais ou participando de passeios promovidos pelas escolas, as crianças puderam ver de perto tecnologias desenvolvidas pela Coppe, que poderão ajudar o Brasil a crescer e produzir riquezas reduzindo o impacto no meio ambiente. (Confira o vídeo sobre o evento)

 

 

A instalação multimídia da Usina de Ondas do Pecém, que produz energia elétrica a partir do movimento das ondas do mar, foi uma das atrações mais impactantes do estande da Coppe no Jardim Botânico. "Gostei dali", disse o pequeno Vinícius, 5 anos, apontando para as enormes telas que mostravam as imagens das ondas e dos braços que compõem a Usina de Ondas. Instalada no Porto do Pecém, a 60 quilômetros de Fortaleza, a usina é um projeto da Coppe, financiado pela Tractebel Energia S.A., dentro do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com apoio do governo do Ceará.

As imagens do mar, o som das ondas e os ventos da região, simbolizados por um sistema interligado de som, luz e ventilação, recriaram a atmosfera da região, onde a usina, que deverá ser inaugurada no início de 2012, está sendo implantada. Um conjunto tão real que conquistou os visitantes, sobretudo os menores, como Laura Saraiva, de 3 anos, que não se cansava de tirar fotos perto do telão com imagens do mar.

Mas não eram só as crianças que ficavam vidradas com as imagens e os cenários montados para a exposição. "O cenário da usina de ondas é muito impactante. As crianças logo se apaixonam", disse o arquiteto Marcello Magdaleno, 41 anos. "A forma de difusão do conhecimento foi muito bem elaborada" disse.

 

Um trem que levita sobre trilhos

 

Os visitantes ficavam surpresos ao descobrirem as tecnologias desenvolvidas no Brasil. Além da Usina de Ondas, a Coppe também levou para a mostra os projetos do ônibus a hidrogênio; do trem de levitação Maglev Cobra, e a contribuição da instituição para viabilizar o uso do biodiesel no país.

Primeiro trem de levitação magnética desenvolvido no Brasil, o Maglev Cobra foi outra das atrações exibidas na exposição. O veículo, que dispensa a utilização de trilhos e rodas, parece flutuar de forma silenciosa. Suas vantagens são várias: o Maglev é veloz – poderá desenvolver velocidade de até 70km/h – e não é poluente. Além disso, o veículo é um dos mais eficientes em termos de consumo de energia: seu consumo de energia elétrica é de 25 kJ (unidade que mede a quantidade de energia gasta para transportar cada passageiro) por pessoa a cada quilômetro. Bem menos do que o consumo de um ônibus (400 kJ) e o de um avião (1200 kJ).

 

 

Uma das maiores vantagens do Maglev sobre os outros meios de transporte, entretanto, é a economia. O custo de implantação desse sistema, por quilômetro, é estimado em R$ 33 milhões. Cerca de um terço dos R$ 100 milhões necessários para cada quilômetro construído de um metrô subterrâneo no Rio de Janeiro.

A professora aposentada Ivete Duna, 70 anos, também ficou entusiasmada com os projetos. "A exposição está maravilhosa. Elucidativa e muito didática. As explicações foram bem diretas e qualquer um pode entender", disse. "Vimos a nota no jornal e viemos conhecer o trem de levitação. Foi uma surpresa muito boa conhecer os outros projetos", afirmou. Ao lado de Ivete, o comerciante Carlos Alberto Magno, 65 anos, não escondia seu espanto pelo fato de o projeto ainda não estar nas ruas. "Não consigo entender porque o Maglev ainda não está funcionando. O projeto já poderia estar implantado no Rio, na Barra da Tijuca, no lugar do Metrô", afirmou.

 

Vidros coloridos de biocombustíveis e ônibus a Hidrogênio instigaram a curiosidade das crianças

 

 

Outro projeto que chamou a atenção de quem visitou a exposição foram as diferentes tecnologias para produção de biodiesel pesquisadas pela Coppe. Entre as matérias-primas utilizadas estão o óleo de dendê, sebo bovino e óleo de fritura descartado por residências e restaurantes. Também foi apresentado o projeto piloto, realizado na estação de tratamento de esgoto de Alegria, da Cedae, no bairro do Caju, no Rio de Janeiro, que estuda a produção de diferentes tipos de biocombustíveis – biodiesel, bio-óleo, biocarvão e biogás – provenientes da escuma do esgoto.

 

 

A Coppe também levou para a exposição o ônibus a hidrogênio, o primeiro do gênero produzido no Brasil com tecnologia 100% nacional. Um veículo híbrido elétrico, que pode ser alimentado de três formas diferentes e complementares: por uma tomada ligada à rede elétrica tradicional, por uma pilha a combustível (hidrogênio), ou através da energia gerada por meio da regeneração da energia cinética dos freios. O resultado é um um veículo que pode desenvolver a mesma velocidade de um ônibus convencional, com as vantagens de ser silencioso, possuir eficiência energética maior que a dos ônibus a diesel e emissão zero de poluentes, já que o único resíduo é vapor d'água.

 

 

"A população não sabe que as pesquisas estão tão avançadas assim. Espero que essas tecnologias estejam disponíveis o mais rápido possível, uma vez que é preciso reduzir a emissão de gases poluentes. A situação do planeta é preocupante", afirmou a advogada Anamaria Monteiro de Castro, 41 anos. "Espero que daqui a alguns anos essas tecnologias estejam disponíveis. Temos que aproveitar o potencial que a natureza nos deu", afirmou a nutricionista Maslowa Gama, 25 anos, que seguiu as explicações dos monitores de cada um dos projetos.

Além da exposição, a Coppe participou, dia 20 de outubro, da série de palestras "Conversas no Jardim", promovida pelo Jardim Botânico. O pesquisador Moacyr Duarte, do Grupo de Análise de Risco Tecnológico e Ambiental (Garta) da Coppe, proferiu a palestra Eventos climáticos extremos: riscos e prevenções. Também participaram os especialistas Carlos Alberto Muniz, do Inea; e Bruno Rosado, do Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico.

A Coppe também esteve presente nas atividades da SNCT na Cidade Universitária, na Ilha do Fundão. No saguão do prédio da Reitoria foi exibida uma instalação sobre a usina de ondas, entre os dias 19 e 21 de outubro. A Coppe também fez demonstrações de experimentos referentes a tecnologias desenvolvidas na instituição, no Espaço Coppe Miguel de Simoni, onde foi exibido o processo da supercondução empregado no trem de levitação magnética Maglev Cobra.

Crianças, jovens e adultos, não importa a idade, tiveram a oportunidade de conhecer, por meio de uma linguagem acessível, as tecnologias de transporte que vão estar nas ruas e as alternativas de energia limpa que movimentarão a vida dos brasileiros nos próximos anos. A SNCT provou que a informação sobre ciência e a tecnologia está ao alcance de todos.

 

Oceano abaixo de uma das luas de Júpiter?

 

Publicação desta semana da revista científica Nature, nos informa de acordo com pesquisa liderada pela cientista Britney Schmidt, que a fortes indícios de existência de água em seu estado líquido abaixo da superfície da lua Europa de Júpiter.

Os cientistas acreditam que há um vasto oceano abaixo de uma camada grossa de gelo e sendo assim, como todos nós sabemos que vários cientistas há anos procuram algum lugar nesse espaço para possível existência da vida humana caso seja necessária uma migração algum dia ou até mesmo a existência de outras espécies de vidas nesses planetas e luas pesquisados.

Os dados foram coletados pela sonda espacial Galileu, lançada ao espaço em 1989 e até hoje vasculha lugares ainda não visitados pelo homem. Europeus e americanos estão se preparando para novas missões para a Lua de Júpiter.

De acordo com as informações, europeus e norte-americanos estão preparando novas viagens ao espaço ainda para esta década, ou o início da próxima.

 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Nasa pretende formar nova geração de astronautas em 2013

A agência espacial americana, Nasa, pretende contar com uma nova geração de astronautas para retomar a frente mundial na exploração do espaço. O projeto de liderança incluiria também chegar até um asteróide, retornar à Lua e pisar em Marte em um prazo de apenas 20 anos.
O diretor geral, Charles Bolden, pretende anunciar oficialmente a convocação nesta terça-feira, para as vagas do curso de astronautas de 2013.  A ação será feita em Washington, onde o diretor estará acompanhado de cinco alunos da turma de 2009.
Os primeiros alunos do corpo de astronautas da Nasa foram selecionados em 1959, antes do início das operações dos voos espaciais. Desde então, a Nasa selecionou mais de 20 grupos de astronautas e se prepara para recrutar o grupo da turma de 2013.

Requisitos para aprovação

Para serem aprovados, os candidatos devem ser cidadãos americanos e maiores de idade. Os selecionados vão participar dos mais modernos programas de prospecção da Nasa, com missões além da órbita terrestre baixa.
Outro ponto fundamental para entrar no programa é a formação acadêmica. Caso o candidato não seja piloto formado, deve ter uma titulação superior de uma "instituição credenciada" em Engenharia, Biologia, Física ou Matemática, com pelo menos três anos de experiência profissional. Caso o candidato tenha feito um mestrado, será levado em conta.
Fisicamente, é necessário que o candidato tenha uma estatura entre 1,57 e 1,90 metros, visão perfeita e uma pressão sanguínea que não ultrapasse140/90 milímetros de mercúrio.
Não há determinações para limite de idade, porém o histórico aponta para uma variável entre 26 e 40 anos.

Treinamento

Após serem aprovados em uma revisão preliminar, os candidatos, que  podem ser civis ou militares, passam por uma semana de entrevistas pessoais e exames médicos. Mesmo aprovados nessa etapa, não há garantia de que serão astronautas.
Os candidatos passam para o treinamento no Centro Espacial Johnson em Houston, com duração de dois anos, onde deverão sobreviver a condições extremas da natureza, além de cargas intensas de mergulho, nado e mudanças repentinas de pressão.
Aprovados como astronautas, os indicados passam a ser funcionários federais e têm um compromisso com a Nasa de permanecer, pelo menos, cinco anos. Os que não forem escolhidos já nesta etapa ainda podem fazer parte da agência em outros postos.
 
Projetos da agência espacial

A Nasa garantiu que continuará trabalhando na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), um projeto internacional do qual participam 16 países. Ainda assim, passa a tratar o envolvimento como uma preparação para os trabalhos posteriores.
Os novos astronautas vão ser preparados para viajar a bordo da Orion, o veículo polivalente que foi formulado com a tecnologia necessária para levar os astronautas além da órbita terrestre, o que marcaria o início de uma nova era da exploração espacial.
Após a aposentadoria dos ônibus espaciais, a Nasa iniciou uma nova geração de naves, de maior capacidade, potência e resistência, para as quais estes astronautas serão direcionados.

 

 

Importante Laboratório privado cancela programa com células-tronco

A empresa de biotecnologia americana Geron cancelou o primeiro teste clínico de um tratamento contra a paraplegia baseado em células-tronco embrionárias humanas devido a seu alto custo, e decidiu se concentrar em dois novos remédios contra o câncer.

O cancelamento do teste clínico, que buscava tratar da paraplegia provocada por lesões na medula espinhal, também levou a empresa com sede na Califórnia a demitir 66 funcionários, ou 38% de seu quadro de pessoal.

"Geron planeja acabar com o recrutamento de voluntários para os testes clínicos do GRNOPC1 dedicado ao tratamento de lesões na medula espinhal", destaca o site da empresa.

"Mas a Geron tem a firme vontade de continuar com o acompanhamento dos pacientes que já participaram deste estudo, recopilando dados e informando à FDA (agência de medicamentos e alimentos dos EUA) e à comunidade médica sobre seus progressos".

"O tratamento foi bem tolerado e não houve efeitos colaterais graves", disse John Scarlett, presidente-executivo da Geron. "A decisão de interromper nossas atividades com células-tronco foi muito difícil porque nossos programas de pesquisas e nosso sucesso neste campo são amplamente reconhecidos e os mais avançados do mundo".

"No contexto atual de falta de recursos e de condições econômicas incertas, temos a intenção de concentrar nossos recursos na fase 2 de testes clínicos do Imetelstat (GRN163L) e do GRN1005, dois novos tratamentos experimentais promissores contra o câncer".

Scarlett destacou que a Geron está "em busca de sócios que tenham recursos técnicos e financeiros para permitir a retomada do programa com células-tronco", que manterá um pequeno grupo de funcionários até o segundo trimestre de 2012.

O primeiro teste clínico com células-tronco embrionárias humanas teve início em outubro de 2010 e incluiu dez voluntários.

Atualmente outra empresa americana também atua no ramo da biotecnologia com células-tronco, a Advanced Cell Technology, de Boston, que começou o seu trabalho poucos meses depois da Geron.

 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Constantes fundamentais da natureza estão prestes a mudar


Constantes fundamentais da natureza

A força eletromagnética ficou um pouco mais forte. A gravidade ficou um pouco mais fraca. E agora se conhece um pouco melhor o tamanho do menor "quantum" de energia.
Os novos valores das constantes fundamentais da natureza, recomendados internacionalmente, acabam de ser divulgados pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), dos Estados Unidos.
Mas não há motivos para pânico e nem para falsas expectativas: a sua geladeira não passará a grudar no ímã e nem você se sentirá mais leve por uma presumida "dieta da gravidade".
As constantes fundamentais da natureza, que vão de algumas bem famosas, como a velocidade da luz, até outras bem obscuras, como o deslocamento da frequência de Wien, são ajustadas a cada quatro anos, para incorporarem os avanços no conhecimento científico e nas tecnologias e precisões das medições.
Estes últimos valores chegam bem na hora, quando está para ser votado um plano para redefinir as unidades básicas do Sistema Internacional de Unidades (SI), como o quilograma e o ampere, exclusivamente em termos das constantes fundamentais.
Os valores são determinados pela Comissão de Dados para Ciência e Tecnologia (CODATA) - Força Tarefa sobre as Constantes Fundamentais.

Constante alfa

Embora os valores ajustados reflitam alguns desenvolvimentos científicos significativos ao longo dos últimos quatro anos, na maior parte dos casos a melhor notícia que se pode ter sobre o valor de uma constante fundamental é uma redução da incerteza - os cientistas passam a saber o valor com mais precisão.
A incerteza no valor da constante alfa, por exemplo (α = 7,297.352.5698 x 10-3), que determina a intensidade da força eletromagnética, foi reduzida pela metade, chegando agora a 0,3 parte por bilhão (ppb).
Como a constante alfa pode ser medida em uma escala muito grande de fenômenos, a consistência das medições funciona como um barômetro da compreensão geral da física que os cientistas têm.
A constante alfa também será uma constante crítica depois de uma cada vez mais provável redefinição do SI: ela continuará a ser uma constante determinada experimentalmente, enquanto alguns outros valores serão fixados para definir as unidades de medida básicas.

Constante de Planck

A constante de Planck, h, que define o tamanho do menor "quantum" (pacote) de energia possível, e é central para os esforços de redefinição da unidade de massa do SI, também melhorou.
O último valor de h (6,626.069.57 x 10-34 joule/segundo) leva em consideração uma medição do número de átomos em uma esfera de silício altamente enriquecido. Esse valor atualmente não coincide com o outro método fundamental para determinar h, conhecido como o watt-equilíbrio.
Mesmo assim, quando todos os valores são combinados, a incerteza global de h (44 ppb) é menor do que em 2006, e os valores das duas técnicas estão ficando mais próximos um do outro.

Diminuição da gravidade

Os novos valores também incorporam duas novas medições experimentais de G, a constante da gravitação de Newton, que determina a força da gravidade.
O último valor de G (6,673.84 x 10-11 m3 kg-1 s-2) é cerca de 66 partes por milhão menor do que o valor de 2006.
Foram feitos outros ajustes em constantes como o raio do próton e outras constantes relacionadas aos átomos e gases, como as constantes molar e Rydberg.

domingo, 13 de novembro de 2011

Pressão alta pode deixar as pessoas “desligadas” emocionalmente


Segundo um novo estudo, pressão arterial elevada não aumenta só o risco de ataque cardíaco e derrame, como também pode afetar a forma como as pessoas percebem as emoções.
Pesquisadores descobriram que indivíduos com pressão arterial mais elevada do que normal não só têm dificuldade em atribuir emoções para passagens de texto que leem, como também têm problemas em reconhecer rostos com medo, tristes, com raiva e felizes ao olhar para fotografias.
O fenômeno é chamado de “amortecimento emocional”, uma espécie de resposta reduzida aos eventos positivos e negativos da vida. Em estudos anteriores, indivíduos com amortecimento emocional mostraram respostas reduzidas à dor e estresse.
A título de comparação, viver desse modo, sem pistas emocionais, é como viver dentro de um e-mail sem “carinhas” sorridentes (ou quaisquer carinhas, para dizer a verdade). Nós usamos as carinhas em e-mails para mostrar quando estamos apenas brincando, senão, algumas pessoas podem interpretar mal e ficarem bravas.
Pessoas que têm problema em dar pistas verbais e não verbais, como usar expressões no contexto correto, podem também ter problemas em entender as sutilezas numa conversa, o que pode levar a um desempenho mau no trabalho, problemas de comunicação e desconfiança.
Como o amortecimento emocional também se aplica às emoções positivas, essas pessoas podem não colher os “benefícios” de hobbies, férias, ou mesmo do apoio de amigos e familiares.
Para o novo estudo, os pesquisadores pediram a 106 indivíduos, com idade média de 53 anos, para avaliar as expressões emocionais em faces e frases utilizando um medidor especial chamado de Teste de Percepção de Afeto. A pressão arterial e outros fatores cardíacos foram medidos continuamente durante o teste.
Após o controle para medicação, índice de massa corporal e estado mental, as pessoas com pressão alta se saíram piores quando se tratava de sua capacidade de reconhecer emoções.
Os cientistas suspeitam que a pressão arterial mais elevada e o amortecimento emocional podem ter algo a ver com as mudanças sutis na função cerebral. Medicamentos para reduzir a pressão sanguínea podem ajudar as pessoas a recuperar sua leitura emocional, mas não do dia para a noite.
O próximo passo é estudar como o amortecimento emocional pode influenciar comportamentos arriscados. As pessoas com problemas emocionais de amortecimento têm mais dificuldade em avaliar as ameaças, o que poderia levá-las a não seguir o conselho de um médico, por exemplo, sobre dieta e exercício – duas boas maneiras para ajudar a baixar a pressão.

sábado, 12 de novembro de 2011

Trauma psicológico pode levar a síndrome do intestino irritável



Quando tudo dá errado, quando você está estressado, ansioso ou qualquer coisa do tipo, o que ataca primeiro?
Agora, um novo estudo revela o que você provavelmente poderia deduzir: o trauma emocional e psicológico pode contribuir para a síndrome do intestino irritável (SII), uma desordem que causa dor abdominal, constipação e diarreia.
Pessoas que sofreram mais traumas ao longo de suas vidas são mais propensas a ter SII. Os traumas podem variar de mortes de entes queridos ao divórcio e catástrofes como incêndio em casa ou acidente de carro.
Este é o primeiro estudo que olha para as múltiplas formas de trauma, o calendário de tais traumas e traumas em família para saber suas consequências.
“Enquanto o estresse tem sido associado a SII, o abuso na infância está presente em até 50% dos pacientes com SII, uma prevalência duas vezes maior que de pacientes sem SII”, diz Yuri Saito-Loftus.
Os pesquisadores consultaram 2.623 pessoas sobre o número e o tipo de eventos traumáticos que tinham experimentado em suas vidas. Participantes com SII tinham mais traumas do que pessoas sem o transtorno.
A causa exata da SII é desconhecida, mas os pesquisadores suspeitam que os nervos e os músculos que controlam o intestino são os culpados.
O estresse pode sobrecarregar os nervos que conectam o cérebro e o intestino, levando a problemas intestinais dolorosos. As mulheres são 1,5 vezes mais propensas que os homens a serem diagnosticadas com a condição.
Trauma psicológico durante a vida pode sensibilizar o cérebro e o intestino, tornando ambos mais vulneráveis ao estresse.
Enquanto a SII não prejudica o intestino, em última análise, o ônus da doença é significativo, com pacientes perdendo mais dias de trabalho, precisando de mais medicação e sendo hospitalizados com mais frequência do que a população em geral.
A nova pesquisa pode ajudar os pacientes a entender e gerenciar os seus sintomas. “Os pacientes e seus familiares com frequência se perguntam: ‘Por que eu?’. Isso vai ajudá-los a compreender porque eles têm SII, e por que o estresse continua a desempenhar um papel em seus sintomas”, diz Saito-Loftus.